A tragédia grega do goleiro Agenor

Avenida Brasil 01-06-2019 09:28
Por João Almeida Moreira

Uma história de crime e redenção e crime outra vez - parece uma tragédia clássica da Grécia antiga. Mas não é. Agenor, guarda-redes do Fluminense com nome, não por acaso, oriundo da mitologia grega, entregou o ouro a Artur, atacante do Bahia, ao tentar driblá-lo. Eis o crime. A seguir defendeu um penálti batido por Gilberto. A redenção. Só que, segundo o árbitro, adiantou-se na hora da cobrança, o lance foi repetido - deu golo - e Agenor levou amarelo. Como já tinha outro amarelo, foi expulso. O crime, após a redenção e após o crime. Nem Homero, Ésquilo ou Sófocles se lembrariam de um enredo destes.


Clube de Talisca falha a subida

Por falar em Grécia, o clube fundado por Anderson Talisca, que jogou na vizinha Turquia, mas cujo nome é inspirado na antiguidade clássica - Olímpia -, protagonizou não propriamente uma tragédia mas, digamos assim, uma farsa. Depois de vencer fora por 2-1, bastava empatar em casa com o Doce Mel para subir à elite baiana mas acabou por sofrer amarga derrota por 0-3. Tudo sob o olhar atento nas bancadas do patrão Talisca, ex-Benfica, e da presidente, dona Ivone, mãe do internacional brasileiro.   

Adeptos treinaram-se para ser convocados


OS protestos dos adeptos do Flamengo em grafítis na sede do clube nos últimos dias deram pano para mangas. E motivaram o jornal Lance! a reunir outros protestos curiosos do passado. No Atl. Mineiro, em vez de sujar as paredes, a torcida preferiu juntar garrafas de cerveja e cachaça para chamar os jogadores de boémios. No timão, a Fiel usou trocadilho subtil «com Sanchez, sem chances», em alusão ao presidente Andrés Sanchez. Mas a melhor foi no São Paulo: adeptos levaram coletes e cones, simularam um treino em frente à academia e exigiram ser convocados para o jogo seguinte no lugar dos profissionais.  
 

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